5/02/2007

ode to the pain


Intrinsecamente acordei atormentado pela dor! A dor de quem não respira, de quem pensa demais em coisas simples tornando-as em incríveis cenários aterradores. Apetece desistir, desaparecer... dizer Adeus. Partir, crescer outra vez...
Impossibilitado de te fazer ver o estado em que me encontro recorro apenas a mim, e desgasto-me infinitamente... a dor que me acompanha é a luz que me guia, por diferentes caminhos que tome, por universos em que baseie... ela está sempre lá.

4/04/2007

Taking me over

O constante vaguear de ideias e emoções que não costumam fazer parte de mim assustam-me. Sentimentos estranhos perseguem-se constantemente. Abstraído dos meus prazeres normais, dos sentimentos permanentes, tento que o momento represente algo que enriqueça a qualquer nível.Não quero perder o desenrolar do desenho. As horas confusas que me atraiem, as horas de ninguém,só minhas, o momento de acender a vela, de construir, ajudam-me a suportar a dor e a entendê-la... Sinto-me perdido em períodos inimagináveis de sensações puras de libertação que duram horas que não parecem fazer parte de nada nem ninguém. A vela apaga, o prazer acaba, a dor liberta e intrinsecamente atinjo algo sublime, estável e agradavelmente calmo

3/29/2007

7 Hour Drive

And I don't pretend to know what you know, no
Now please don't pretend to know what's on my mind
If we already knew everything that everybody knows
We would have, nothing to learn, tonight


But everybody thinks that everybody know
About everybody else, nobody knows
Anything, about themselves
Because they're all worried about everybody else

3/07/2007

what else

Não há luz.
O sítio onde espero que algo mude já não parece existir. Sei, conscientemente, que nunca haverá serenidade, que não se acorda e o amanhã é diferente. Tragicamente traça-se o plano onde qualquer caminho levará a um fim que nunca será o desejado. Não vale a pena lutar quando não se controlam os sentimentos nem a razão. Vivi, lutei, tentei que o desenho fosse diferente,desisti e caí... não sei como pedir a alguém que me tire daqui. Tu, que me podias salvar... levas caminhos diferentes, nada fazes, não sentes as minhas mãos algemadas, não sabes o que me move e o que me assusta. E sem ti vou continuar caído... e contigo não me salvo, porque não me tiras daqui...

1/25/2007

Where They Hide Their Minds

Hoje o dia nasceu diferente, emoções cada vez mais distantes e alheias, sentimentos que parecem querer desaparecer. Aguarda-me solenemente algum tipo de decisão, pelo menos uma atitude para não deixar ferir quem eu, para sempre, amarei. Custa-me dizer-te que os caminhos parecem distantes e perturbados, que a felicidade temporal de quem fala por saudade acabou, que a vivacidade do momento já não existe...

E assim tento passar despercebido, acompanho-te nessa vida que em nada te parece estranho. E espero que o sentimento apareça novamente, a razão de sermos construa um significado e que tudo seja mais fácil. Não se desiste apenas porque uma rebelião de pensamentos suicidas ocasionalmente aparece, enfrentem-se os piores momentos sem fugir e os dias, um dia, irão parecer novamente importantes.

1/14/2007

paths

Ano novo, despertares antigos... todas as complicadas vivências massacram um destino que se quer positivo. Conflitos interiores, razão nenhuma, apenas o abuso de certas ilicitudes aliadas a um desespero crónico de quem não tem respostas para o que aí vem. Tenta-se a construção de algo superior, que me faça atingir aquele sentimento de alivio necessário para a continuação do caminho. Os problemas já não são os mesmos, mudaram intrinsecamente, neles era depositado a esperança de tu acreditares que eu sou capaz, agora tento eu acreditar em mim, agir e tomar posição. Sinto-me expectante em relação a muito, deixo o tempo passar, não justifico, apenas marco presença. E sei que a resposta não é essa, sei que o caminho é dificil e tenebroso mas que eu sou capaz de o percorrer com mais ou menos dificuldade...

11/23/2006

Side by Side

Recorro a ti novamente para aliviar a confusão circundante. Vejo-me por vezes cair no mesmo enredo que tantas vezes me atirou ao chão. Sinto uma forte presença de dor sempre que o tempo se mostra inesquecível. Tudo marca e aqui tento, mais uma vez, aliviar a falta de soluções que encontro.
Devia ter esquecido que doeu, não guardar rancor à falta de atitude. Saber que, se aconteceu, teve uma razão e captar apenas o que, presentemente, é positivo e enternecedor. Mas cada vez mais denoto a diferença que nos circunda, que não somos iguais e nunca o seremos. E que tu gostas do que salta e eu do que está parado, que a tua esquerda irá continuar a ser sempre diferente da minha... e não me movo.
Por alguma razão vou deixando passar, com dor e sem remédio, todo este tempo, talvez para compreender que fugir não é a solução. Esperam-se respostas que a experiência me irá dar... e até lá, contigo, luto por outras batalhas, as minhas...

11/22/2006

Deixa-te ir

Sentimentos negros corrompem memórias confusas e perturbantes. A destruição desenfreada de emoções ocorre a cada trago de vida que me é tirado. O sentido animal da carne já não perturba quem sofreu. Vive e deixa-te morrer é a opção que muitos tomam. Partimos à procura de desconhecidas sensações, tomar o fruto proibido, não seguir a lógica. Com o passar dos tempos tornamo-nos seres cada vez mais pensantes, passamos a vida a tentar construir algo quando, no fundo, não sabemos o que estará para vir. Tentemo-nos pelo momento, não construir, não pensar, não reflectir, não obstinar... apenas seguir o instinto, o medo, a sobrevivência... e talvez aí sim, ao viver errando, sejamos felizes!

10/24/2006

Diagnóstico de erro

-Dias falhados relembram obscuridade de sentimentos permanentes de ansiedade, confusão e compulsividade.
- Eminente melhoria nas barreiras invisíveis da pressão e angústia
- Tentativa de superar falhas em vivências anteriores considerada positiva e lentamente gradual
- Desvanescimento de medos angustiantes e de perspectivas teimosamente obscuras e maliciosas
- O Caminho é traçado positivamente, evita-se pensar no desgaste de algo ameaçadoramente novo
- Novos rumos
- Novas políticas
- ... viver!

9/19/2006

One Down


Sempre disseram que se dois é bom, trés é uma multidão...
O fim mantêm-se, a ele devo o respeito de ter suportado as minhas palavras, dores e desalentos. A ele continuarei a desafogar a permanente mágoa que existe em quem pensa e sente. E que o inverno se aproxime

8/24/2006

Aqui, te sigo...


Uma emergente saudade surge a cada dia que passa, mais uma vez, os bons ventos querem-se fortes e longos. Que a maré não destoe e acompanhe essas vibraçãos imperceptíveis que dão ar quando o pulmão se esvazia.
Que a saudável energia não esmoreça entre pequenos fragmentos de desafogo que surgem naturalmente.
Que o verão acompanhe o inverno
Que as colheitas se mantenham fortes e prósperas



7/27/2006

Ajuda-te

Abate-me tanto saber que gritas por dentro, dissolúvel, fiel a ti mesmo, sem companhia aparente para qualquer descarga emocional. Gostava de te poder dizer que estou aqui, que adorava poder ajudar-te a construir episódios melhores... mas sigo os teus passos, erro a cada segundo, sem pensar, actuo em contra a tudo o que pretendo ser e causo feridas no que me é mais importante. A minha presença já não ajuda a norte ou a sul, sinto a necessidade de construir algo sozinho, longe de olhares que vejo lançarem-se a mim dia após dia, pedindo algo que não consigo dar.
Porque estou aqui vivo-vos mais do que a mim mesmo, causa-me mais desespero a vossa dor à minha. Corta-me a respiração ver-te tentar ainda o objectivo quando eu provavelmente não conseguiria aguentar tamanha pressão. Espera-se que algo melhor surja, que o futuro não empate...

7/13/2006

A banda passa...

Seco e distante moves-te com o ritmo de quem não pensa. Executas apenas o que o "na hora" te diz, não chegas a conclusões profundas, não queres realizar mais do que o evidente. É fácil dizer que hoje foi melhor, que amanha é outro dia; o mais difícil é dizer que isto não está bem, que eu penso e sei que a história é escrita, que está a traçar as suas linhas, que o tempo passa, que as mágoas não se afogam.
Não me custam as palavras, saiem naturalmente, como quem não quer a coisa.
Toca-me bastante saber que não és tanto do que esperei e que ao mesmo tempo não abdico da parte fácil que é continuar algo que já está construído. Demência a nossa que constrói algo que no fim não interessa, não dá valor, não preenche!
Demência a minha que continuo a viver pelas regras da exigência social. Não há objectivos, não há positivismo, apenas tolerância...

7/11/2006

Expectativas

De todas as palavras alguma vez escritas por alguém, as palavras mais tristes foram: "Poderia ter sido..."

Gélido até no calor de julho partes mais uma vez em busca de ti
mesmo.
Eu, calmamente, observo e idealizo... já não tenho medo, vejo a saída, lamento todo o tempo que sofri! As coisas mais simples e coerentes, que não causem esforço mental são sem dúvida a melhor saída.
O ser humano tem tendência para causar pânico em qualquer situação que exceda os níveis normais da vivência em sociedade. Não está preparado para lidar com alternativas bruscas, as regras só se mudam quando as pressões são de quem importa. Estes são os dramas a que pretendo fugir na minha busca por algo positivamente superior