12/30/2010

Saudades


Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca

11/30/2010

Lágrimas Ocultas

Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca

Sem Remédio

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

Florbela Espanca

1/30/2010


Porque todo o caminho parece dedicar-se ao mesmo trilho.
Porque toda a perspectiva se queda na mesma saída.
Porque não reajo, porque nunca reagi...
Porque sofro, pelo que sofri...

Por tudo isto ...
... hoje lembro-me de ti!

8/02/2009

nn


Quase um ano após a ultima vez volto a recorrer a ti, intrinsecamente sinto que a busca nunca irá parar, a certeza não faz parte da razão, o impulso resiste ao bloqueio que restringe toda uma fronteira ambígua... que tantas vezes me fez rir, e tantas chorar...

Já não me sinto. Já não sei o que quero! Alguma vez soube?

9/20/2008

Made Of Bricks - Kate Nash














A minha ultima descoberta! Apesar do album ter saído no ano passado só agora entrei verdadeiramente nele! A voz suave da Londrina Kate Nash, as letras fáceis e inteligentes em que toda a gente sente que essas situações poderiam muito bem serem momentos das suas próprias vidas... Este é o trabalho mais conhecido de Miss Nash, "foundations", pura poesia urbana

Lyrics:
Thursday night, everything's fine, except you've got that look in your eye
when i'm tellin' a story and you find it boring,
you're thinking of something to say.
You'll go along with it then drop it and humiliate me infront of our friends.

Then i'll use that voice that you find annoyin' and say something like
"yeah, intelligant imput, darlin', why don't you just have another beer then?"

Then you'll call me a bitch
and everyone we're with will be ebarrased,
and i wont give a shit.

My finger tips are holding onto the cracks in our foundation,
and i know that i should let go,
but i can't.
And everytime we fight i know it's not right,
everytime that you're upset and i smile.
i know i should forget, but i can't.

You said I must eat so many lemons
'cause i am so bitter.
I said
"i'd rather be with your friends mate 'cause they are much fitter."

Yes, it was childish and you got agressive,
and i must admit that i was a bit scared,
but it gives me thrills to wind you up.

My finger tips are holding onto the cracks in our foundation,
and i know that i should let go,
but i can't.
And everytime we fight i know it's not right,
everytime that you're upset and i smile.
i know i should forget, but i can't.

Your face is pasty 'cause you've gone and got so wasted, what a suprise.
Don't want to look at your face 'cause it's makin' me sick.
You've gone and got sick on my trainers,
I only got these yesterday.
Oh, my gosh, i cannot be bothered with this.

Well, i'll leave you there 'til the mornin',
and i purposly wont turn the heating on
and dear God, i hope i'm not stuck with this one.

My finger tips are holding onto the cracks in our foundation,
and i know that i should let go,
but i can't.
And everytime we fight i know it's not right,
everytime that you're upset and i smile.
i know i should forget, but i can't.

3/05/2008

Feat.


Hoje lembrei-me de ti. O prazer de não sentir falta deste alívio que te foste tornando mostra que as coisas vivem e sobrevivem. Até um dia destes

After the rain comes sun, after the sun comes rain again

10/05/2007

how can i?

Intrinsecamente atingi o desespero de quem não sabe como agir. Atitudes desviantes forçam-me cada vez mais ao erro. Já qualquer coisa se admite como positivo, a diferença entre querer, ter e poder é quase imperceptível. Sigo o caminho de quem não quer ver, apenas viver... dia por dia, sem metas, corridas ou etapas. Cada alvo atingido é mero acaso provocado por algo completamente instável... eu!
Sem nada a temer vivo-te como se de mim te tratasses. Que não sigas os meus erros, os meus caminhos... que sejas diferente, mas que estejas comigo, não interessa como... apenas que sintas que nada morreu, apenas evoluiu.. fikaremos perdidos para sempre em hipóteses infinitas de destinos traçados por nós a cada dia, o amanhã é sempre diferente, nada do que planeares irá acontecer... por isso tenta e depois deixa-te ir, não forces... vive-te

there's no time to rest or to reconsider...

7/23/2007

love?

7/17/2007

- Oi!
- Olá! Tudo bem?
- Sim, e contigo? Que carinha...Está tudo bem?
- Hum...essa é difícil. Posso-te responder daqui a uns anos?

7/04/2007

Aqui, te espero...

O sentimento de querer fugir adormece-me os prazeres do presente. A situação de estar, viver, lutar por causas que já não são as minhas servem os limites que me rodeiam mas nunca a mim. Ao longo da estrada vou-me perder imensamente, explorar outras saídas, tentar novas oportunidades. A infeliz dor de não acreditar em coisas completamente plausíveis para outro ser humano que não eu faz-me sentir desligado, esquecido. Os sentimentos prazerosos adquirem-se por dentro, na alma. Contemplo cada vez mais as horas subtis, quando todos descansam e eu me alívio, por saber que isto tudo me é intrinsecamente distante mas possível de ser vivido e conjunturado com um estilo de vida que cada vez mais desejo. A paz de quem compreende o erro, o conflito, porque sabe que dele só poderá advir conhecimento é o meu único e possível destino...
Hoje senti o teu medo, que já o possuí e sei o que estás a passar. E mesmo assim a dúvida permanece, sobre futuros, passados, motivações e frustrações. Confio e confiarei sempre na última decisão e, para sempre, estarei aqui...

5/30/2007

For you

Por mais que tudo pareça perfeito, por mais que tudo pareça seguir um caminho coerente e delineado há e haverá sempre pequenos desvaneios, loucuras, tentações, perdições que transformam o resultado final.
Por mais que isto dê voltas e voltas, por mais que eu queira ser racional, por mais que eu tente perceber... tudo me parece estranho, tudo me parece perdido.
Por mais que eu tente alimentar-nos, por mais que eu faça... sei que tudo trás dor, sei que um dia vou ser só.
Porque a viver-te já não consigo viver, porque tudo se contraria... porque consigo finalmente respirar digo-te que, intrinsecamente, gostava de partir, de conhecer, de viver com sede, de construir-me, explorar-me e perder-me... de não deixar mágoa, ressentimento tristeza ou tumulto. Sair, fechar a porta e seguir em frente


Por ti, para ti..

5/02/2007

ode to the pain


Intrinsecamente acordei atormentado pela dor! A dor de quem não respira, de quem pensa demais em coisas simples tornando-as em incríveis cenários aterradores. Apetece desistir, desaparecer... dizer Adeus. Partir, crescer outra vez...
Impossibilitado de te fazer ver o estado em que me encontro recorro apenas a mim, e desgasto-me infinitamente... a dor que me acompanha é a luz que me guia, por diferentes caminhos que tome, por universos em que baseie... ela está sempre lá.