4/18/2006

Plágio


São estes os valores que se exigem? Será este o caminho? São estas mágoas, este recear... este intrinsecar que me fazem valorizar os padrões angustiados que formam o velho quadro seco e rude que é tudo isto?
Não vale a pena dar criatividade a algo que não evolui! Não vale a pena aparecer no fim da história... Não vale entrar sem ser convidado, não vale demonstrar sem sentir! Não vale e nunca valerá mentir, e tu mentes... e tu entras sem ser convidado, e tu não sentes, mas gostavas de sentir!
Fingimento é valor de quem não valoriza, de quem n sente, n espera... apenas olha e reflecte, traça a imagem, mas n comenta, n guarda, n interioriza!
Vejo-te como um pobre feliz, porque sem saberes... és sábio, sem interiorizares és feliz!

3/22/2006

A presente condição


O alento voltou, o anseio parou, sinto-me mais forte, mais presente... a dor de algo maior tornou-me mais vulnerável, mas também mais compreensivo. À coisas impossíveis de compreender, a vida não é apenas seguir o guião, tento conhecer a minha corrente e deixa-la dominar-me... levar-me.
A lógica não faz sentido num mundo incompreensível, ser abrangente para tudo e para todos é agora o meu objectivo, vou tentar tolerar a dor e tentar desvanece-la, deixar-se esvoaçar! Confio e confiarei sempre na minha perseverança, na minha dignidade, nos meus pensamentos que, tal como um relógio, não pára, sempre a tentar compreender o porquê de tudo e mais qualquer coisa!
Náo quero mostrar um lado negativo, quero sim fazer compreender que, apesar da crueldade de pensar, o positivismo faz, agora, parte de mim e creio que o meu quadro tem vindo a ser pintado sem que eu note ou tenha mão nele. Mas agora sei que ele existe, e tudo é mais fácil...

The music's not over

2/07/2006

O espelho parte, a imagem já não passa!




Passados dois meses completamente massacradores conclui-se que nada muda, a alteração dessa não mudança é o que nos destrói porque nos alenta para algo que obviamente nunca será positivo nem motivador.


Falham-se várias vezes tentativas para entrar na rota certa, no caminho que me levaria a um bom rumo. O espelho parte, a imagem já não passa!

Asleep at the trigger


Um qualquer nome banal dá luz a um título intrinsecamente aspero e doentio! A verdadeira poesia não é a palavra, é o sentimento, a dor, o lamento de quem desespera porque não vive! E alimenta-se cada vez mais do óbvio, esquece o natural, o simples, o não pensar e morre!
E a banalidade de te ter e continuar irrefletidamente a errar
E o desespero de quem ama mas não sabe perdoar
A perfeição é atingível apenas e exclusivamente sem pressões, com naturalidade, não a viver algo doentio e demente, ansioso e brusco, conflituoso espiritualmente que mataria qualquer vulgo ser humano com a sua brutal dor psicológica! Há momentos em que não respiro, em que sei que até agora o meu direito é o teu esquerdo e que amo a busca do impossível! Há outros em que sinto a armonia de algo espiritualmente significante conjunturando uma hipérbole provocadora sobre um possível futuro...
Mas tudo se esvazia
Porque tudo é mais forte do que qualquer sentimento que tenhamos
Não sei o que sinto, não sei o que me incomoda... Não quero pensar, não quero MAIS




11/30/2005

nada disto

Nada disto faria sentido se o sofrimento não existisse
Nada disto teria significado se a mágoa não perdoasse
Nada disto se conjuga quando o coração não sente

Nada disto importa
nada disto interessa
nada disto motiva

Nada disto revelará novas ideologias
Nada disto trará alma à minha vida
Nada disto acalmará a dor incessante

Nada disto lamento
Nada disto respiro
Nada disto entendo

Sem ti o nada disto cairá em desespero
Sem ti o nada disto matará a saudade
Sem ti o nada disto romper-me-á por dentro

11/25/2005

It wasn't me says the boy with the gunshot

Intrinsecamente atingi a plenitude de um desespero assassino que se espalhou como um virus e promete padecer comigo... Longas noites, timidas oportunidades que passam ao lado de uma vida virada num só sentido, num só significado e que perde valor a cada passo sistematicamente errado que agonia esse hediondo desespero que lentamente me conduz ao fim da capacidade de julgar e ter uma linha de pensamento coerente. Quem acredita nunca deixa de pensar que, apesar do óbvio, tu ainda és possível mesmo neste ambiente nostálgico, sombrio e triste que se tornou a minha vida.
Já não consigo esclarecer-me do que será melhor para mim, apenas o mais fácil e mais disturbante me acompanha, a atitude não muda e sinceramente... vou ter que desistir de tudo isto.
Talvez precise de uma imensidão de anos para recuperar de tamanho choque mas se tiver a força dos bravos talvez um dia consiga lutar com todas as armas outra vez, e gritar a alegria que eu gostava imenso de sentir e chorar.
Continuo com o medo de te deixar partir sendo cada vez mais óbvio que é uma luta que não vou conseguir aguentar, uma luta que foi sendo perdida à medida que eu vivia cada vez mais a tua vida e deixava de construir algo para mim, algo que neste momento me faz falta e me poderia ajudar nesta luta que terei que suportar se quero almejar algo bom ...

11/09/2005

Poema do Alegre Desespero

"Compreende-se que lá para o ano três mil e tal
ninguém se lembre de certo Fernão barbudo
que plantava couves em Oliveira do Hospital,
ou da minha virtuosa tia-avó Maria das Dores
que tirou um retrato toda vestida de veludo
sentada num canapé junto de um vaso com flores.

Compreende-se.

E até mesmo que já ninguém se lembre que houve três impérios no Egipto
(o Alto Império, o Médio Império e o Baixo Império)
com muitos faraós, todos a caminharem de lado e a fazerem tudo de perfil,
e o Estrabão, o Artaxerpes, e o Xenofonte, e o Heraclito,
e o desfiladeiro das Termópilas, e a mulher do Péricles, e a retirada dos dez mil,
e os reis de barbas encaracoladas que eram senhores de muitas terras,
que conquistavam o Lácio e perdiam o Épiro, e conquistavam o Épiro e perdiam o Lácio,

e passavam a vida inteira a fazer guerras,
e quando batiam com o pé no chão faziam tremer todo o palácio,
e o resto tudo por aí fora,
e a Guerra dos Cem Anos,
e a Invencível Armada,
e as campanhas de Napoleão,
e a bomba de hidrogénio,
e os poemas de António Gedeão.

Compreende-se.

Mais império menos império,
mais faraó menos faraó,
será tudo um vastíssimo cemitério,
cacos, cinzas e pó.

Compreende-se.
Lá para o ano três mil e tal.

E o nosso sofrimento para que serviu afinal?"

António Gedeão

Amostra sem valor -

"Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo."

António Gedeão

BreakDown

Esgotado pela luta que faço contra o óbvio, esgotado por amar-te e ter um fascínio por tudo aquilo que representas para mim, esgotado por querer ficar com a preciosidade de sentir algo tão puro e que não quero deixar de sentir por ti e que indelicadamente sei que não o sentirei por mais ninguém.
A minha luta terminou, não vale a pena lutar quando já não há mais batalhas, eu sei o que quero, sei como consegui-lo. Quero despedir-me de ti e dizer-te que para sempre estarás aqui e que não compreendo as opções de quem deixa de sentir, porque não compreendo como se deixa de sentir algo que nos invade a alma e não nos deixa respirar!
Quero dizer-te que vou continuar, vou tentar respeitar, perceber... e um dia o meu dia irá ser outra vez aliviado, sem anseios, porque a trilha, a minha infeliz trilha sou eu que a percorre e terá um dia outra vez que voltar a correr delicadamente sem medos e com sentimento.

After the rain ...

Mais um daqueles dias angustiantes sem saber que fazer, só por ti esperar! A atitude tem vindo a mudar, sinto-me mais forte, ao mesmo tempo em que não me consigo agarrar a nada sem ser a ti. Vou agora deixar-te pensar, deixar-te sentir, tentar ajudar-te, porque acho que a minha parte vai ser intocável, fui pleno, puro, intocável, a minha parte foi feita a passar pela perfeição de ter cuidado de nós com um carinho e um amor inigualáveis. E se nada disto se retirar proveito não poderei sentir remorços porque sei que eu fiz o melhor possível, no meio do medo, da tristeza, de uns bons anos a tentar levar-te a bom porto. Mas o porto não se vê ainda e o tempo passou...
Eu sei que vou estar sempre aqui, eu sei que a minha parte acabou... esperarei por ti para sempre sem medo de to dizer, agora já não depende de mim, não sou capaz de dominar o teu pensamento, a tua angústia, gostava que tivesses os meus valores, que me amasses como eu te amo, e já não acredito. E fielmente direi, amei-te, lutei por ti, tentei mundos e fundos, mas a vida não são dois dias, e terei tempo de reviver, amar, conhecer, supreender... espero contigo passar tudo isto, mas se não acontecer como eu quero... simplesmente aconteça porque isto é muito mais que esperar que depois da chuva venha o sol.

10/26/2005

Mandarine

Valerá a pena continuar a lutar? A minha luta persiste intrinseca, tentando prender-me à unica coisa que ainda faz sentido, mas que causa dor que já não disfarço! Uma dor aterradora que me deixa de rastos sem capacidade para coisa alguma. Continuas a ser o meu único futuro, porque não te movo, não te abalo e tu insistes em tentar. Não consigo já causar qualquer impacto, supresa, motivação e a frustração inunda-me! Hoje a linha que flúi é melhor, talvez tenha que te deixar ir para q eu exista, porque aqui nada cresce...
E a Mandarine diz-me que algo ainda é possível, porque a vastidão de tudo isto não me pode deixar preso, tenho que procurar, libertar... deixar de ser pressionado.
A vida cada vez mais é-me limitada, o fluxo cortou-se, o meu medo invade-me sem que nada possa fazer, preciso dos meus, preciso da força... porque amo a vida e não vivo, porque amo tudo e não conheço nada, apenas a teoria de como funciona o básico vive em mim, como se de um método de te levar se tratasse, à que ser menos restritivo, à que alargar horizontes, expandir a mente, apostar no incorrecto. Se isto fosse para seguir pelo livro nunca se iria descobrir nada de novo e o novo que está à minha frente tem que me soltar e levar-me com ele, mais dia, menos dia...

10/18/2005

Never yours II

A vontade saudou-me pela manha, talvez pelo último bafo de tréguas que fiz comigo. A saturação que tem vindo a desgastar-me desalmadamente atingiu um ponto em que já não a sinto. Já vive comigo... faz parte de mim, e o efeito é menor... e eu descanso.
E hoje sinto-me bem, porque estou habituado a ti e já não me atinges, porque também há dias bons, os suficientes para me fazerem sentir melhor e com objectivos. Que todas as manhãs sejam assim, que a armonia seja generosa... tranquilamente sacodem-se todas as pressões e a dor é menor, já nem penosa...

I'll keep trying

Never yours

Acompanhado por Tracy Chapman que gentilmente me seduz com a sua forma suave e eficaz de fazer boa música passo esta noite calmamente. Os piores dias já passaram, o medo continua sempre presente mas penso na luz que vem aí, na melhor forma de aproveitar tudo o que ainda me resta!
Sinto-me aliviado... tu não foste embora, eu lutei perseverantemente e continuarei a faze-lo cada vez com mais objectivos e sempre com maior intensidade!
Quero-te para mim, quero que penses em como fomos tudo e como temos que continuar a se-lo... Sem qualquer preconceito vou amar tudo o que for original, tudo o que for sincero e tudo o que respeitar os valores que defendo.
Sinto-me contente sabendo que ha muito por fazer, muito por dizer, por esclarecer... porque a minha verdade ninguém a sabe e um dia eu terei que a contar e tentar explicar porque fiz tantas coisas mal e porque, e apesar de gostar tanto de a sentir, não aguento a pressão que me segue e acompanha, qual melhor amigo, infindavelmente...
A almofada espera pelos meus pensamentos constantes, confusos, estúpidos e inconclusíveis... boa noite!

And we pray all day for the night to come... and it comes.

10/10/2005

...

Porque acho que hoje foi o fim e mais nada ha a fazer! Porque sei que o teu amor por mim se esvaiu sem que reparasses! Porque sei que falhamos os dois na busca de algo! Porque sei que te amo e te vou amar para o resto da minha vida! Porque não vejo mais saídas!
Por tudo isto não respiro!
Por tudo isto sinto dores que pensava inexistíveis...
Por tudo isto ...

10/05/2005

Can't fix you

O peso de viver angustiado por não aceitar e não compreender porque é que as coisas seguem estúpidas lógicas de raciocinio, o peso de não suportar o vago que se tornou esperar por ti, o peso de suportar esta estúpida dor que não passa, não evolui, mas que me esmaga e não me deixa respirar!
Hoje disse-te não! E agora, ansiosamente espero-te só, triste... envergonhado porque não tenho o poder de admitir o que sou e como me sinto. A noite passa vagarosamente, sem pressa... o pânico instala-se, a dor persiste... Temo não passar disto, viver à espera que mais uma noite passe e que o sol nasça e com ele venha o alívio de dizer que vou ter um dia melhor que o que passou.
Espero ociosamente que algo caia do céu, sem mover uma pedra por medo de que, ao move-la, tudo se esvaia e eu fragilmente me instale em todos os medos que tenho afastado e que me perseguem.
Gostava de me abstrair, ser arrogante, pensar só em mim... de ter o tudo que é tão pouco para o que tu tens. Hoje não quero pensamentos positivos, hoje não quero dizer que sei o que tenho a fazer, que sei que passos tomar para melhorar... hoje vou ser fiel ao que senti e dizer-te que me revolta o que sinto, me revolta pensar tanto em ti e em como atinges a perfeição sem que o percebas. Quero fugir, quero começar do zero, mas não posso. Assemelho-me a um pequeno passaro recém-nascido que espera ansiosamente que a mãe lhe venha depositar pequenos tragos de felicidade na boca. Esses pequenos tragos continuam a não resultar e por isso continuo a escrever sobre ti... Quero-te só para mim, exijo a tua atenção, a tua credibilização!
Já me habituei à dor, a não me soltar, a não atingir qualquer potencial! Não quero a salvação... quero perdoar, quero redimir-me... mas preciso de força ... a força que eu não sei onde se vai buscar e tenho muito medo que não exista!!