music triggers..
5/18/2012
5/16/2012
"Há coisas que queremos de uma forma tão excessiva
que é preferível não as termos do que as perdermos um dia,
Não quis ouvir mas alguém dizia para não sonhar demasiado alto
ou eu caía a pique lá de cima...
Sonhava com mais força sempre que isso acontecia,
se fosse para cair caía do mais alto que eu podia."
3/28/2012
Dor
Tudo o que pensava ser dor não o foi, agora sinto-te presa a mim nestes dias infindáveis de angústia e desespero, anseio todo o dia que algo mude, que haja um sinal, que voltes, que me tires este desprazer, que me devolvas a fome e a sede de viver, de te ter... Nunca pensei que fosses tão forte em mim, que me pudesses provocar tudo o que sinto. As horas sem fim não prometem acabar tão cedo, e eu desespero, sofro, sinto dor, dor do medo de não te ter, de nunca mais te ter, de não ter aproveitado o que tive! E agora? Ajuda-me vida a viver, a serenar toda esta inquietude. A gota de saudade que cai quando penso em ti não me vai abandonar,e penso a toda a hora, a todo o mais ínfimo segundo o quanto seria bom dizer-te o que sinto, dizer-te olá, ter-te, como tinha, mesmo distante, eras minha.
Para mim nunca foi um jogo, foi apenas um retrato, onde ficavamos bem os dois, onde as dúvidas são para depois, gosto mesmo de ti, mas tu nunca estás aqui...
2/27/2011
12/30/2010
Saudades

Saudades! Sim... Talvez... e porque não?... Se o nosso sonho foi tão alto e forte. Que bem pensara vê-lo até à morte. Deslumbrar-me de luz o coração! Esquecer! Para quê?... Ah! como é vão! Que tudo isso, Amor, nos não importe. Se ele deixou beleza que conforte. Deve-nos ser sagrado como o pão! Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a mim!
Florbela Espanca
11/30/2010
Lágrimas Ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Sem Remédio
Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Florbela Espanca
Não sabem o que sinto e o que sou...
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!
Sinto os passos de Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!
E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!
Florbela Espanca
1/30/2010
8/02/2009
nn

Quase um ano após a ultima vez volto a recorrer a ti, intrinsecamente sinto que a busca nunca irá parar, a certeza não faz parte da razão, o impulso resiste ao bloqueio que restringe toda uma fronteira ambígua... que tantas vezes me fez rir, e tantas chorar...
Já não me sinto. Já não sei o que quero! Alguma vez soube?
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